3 de nov de 2017

Room Anything #13: Controle seu nível de estresse

A não ser que você queira ser preso ou até mesmo morto! Sim, hoje a indicação da semana é bem pesada, mas muito boa! Distopias são ótimas para nos fazer pensar sobre como seria a vida se alguém resolvesse controlar as pessoas da pior maneira possível, impondo suas vontades e regulando a vida das pessoas como bem entendessem.

Isso assusta bastante, já que o que está em risco é sempre a nossa liberdade e ir e vir, nosso pensamento crítico é sufocado e muitas vezes ficamos à mercê de um governo que nos impõe alguma ordem assustadora e mortal. É um tema bem comum: Jogos Vorazes, Maze Runner, 1984, Black Mirror, 3% e afins. Exemplos não faltam quando tratamos deste tema. Mas fugindo um pouco de séries, livros e filmes, hoje a distopia em questão é um anime!

Em uma era futurística do Japão, o crime foi praticamente extinto graças à uma nova força-tarefa policial e sua tecnologia de controle populacional. Através de um sistema virtual chamado Sibyl System, os agentes do governo conseguem medir o estado emocional das pessoas, considerando que quem estiver acima de um determinado nível do Coeficiente Criminal, pode ser considerado uma ameaça e deve ser neutralizado. A forma como isto acontece? A polícia utiliza uma arma chamada Dominator, que não somente realiza o scan da mente das pessoas, mas também é capaz de usar sedativos ou até mesmo exterminar o possível criminoso latente, explodindo seu corpo.

Aparentemente, quem olha por cima acredita que o sistema funciona. O problema é que as próprias vítimas de sequestros, assaltos e outros tipos de crime também elevam o nível de seu Coeficiente Criminal, dada a cirscunstância de perigo e estresse envolvidos. E, no final, eles também podem ser exterminados. E eis que vivemos a realidade de Psycho-Pass!

 
É claro que alguém iria questionar a forma como esta força-tarefa regula a sociedade. E eis que este alguém é um rapaz chamado Makishima. Curiosamente, ele é uma exceção à regra do sistema, visto que seu Coeficiente Criminal é baixo, mas isto não o impede de cometer atos terroristas pela cidade. Makishima, portanto, é classificado como um Criminoso Assintomático, uma espécie de psicopata que não sente as variações de adrenalina, estresse ou qualquer outro sentimento ligado a situações criminosas. Sabendo disso, ele começa a praticar crimes pela cidade, usando sua sagacidade para colocar a polícia em situações eticamente ambíguas e fazendo a população questionar o Sibyl System.

Eis que um grupo especial da polícia entra em ação para impedir os atos terroristas de Makishima. Uma nova integrante se junta ao grupo, Akane Tsunemori, que é tutelada por Shinya Kogami, um detetive experiente que está no encalço de Makishima. No primeiro encontro, porém, há um equívoco entre os dois, visto que o Coeficiente Criminal de Kogami é sempre alto. Mais tarde, Akane descobre que a unidade policial que ela se encontra é basicamente formada por pessoas com Coeficiente Criminal alto, e que para escaparem da prisão ou aniquilação, aceitaram prestar seus serviços à polícia.

A história, consequentemente, gira em torno dessa investigação e na dinâmica entre bem e mal que essa sociedade distópica sustenta. Makishima é realmente uma pessoa ruim por questionar o sistema? Ou as pessoas devem simplesmente aceitar a forma como tudo tem sido regido? A protagonista Akane, no começo, é bem sonsa nesse sentido. Ela literalmente é uma das pessoas mais corretas e sem vontade própria de todo o anime. Mas, pouco a pouco, vendo os atos terroristas de Makishima, ela começa a questionar a vida que sempre levou, muitas vezes sentindo-se um robô que fazia tudo o que a sociedade esperava dela. E assim, vamos acompanhar o que Akane vai fazer para conciliar essa contradição que agora afeta até mesmo seu Coeficiente Criminal.

Psycho-Pass é um anime muito bem recebido pela crítica. Infelizmente, sua segunda temporada não é tão bem vista como a primeira, apesar de eu ter gostado das duas. A série finaliza com um filme, mas só a primeira temporada já encerra bem a trama principal exposta no parágrafo anterior, com 22 episódios. O anime nos faz questionar muitas coisas, reais ou não, o que é extremamente importante na nossa reflexão cotidiana para formarmos opiniões.

A trilha sonora é um show à parte, enquanto a qualidade da animação é simplesmente divina, cortesia do estúdio Production I.G, mesmo estúdio que produz Shingeki no Kyojin, Kuroko no Basket, Haykyuu!!, Pokémon Origins, entre outros. Psycho Pass é aquele tipo de anime que está na lista obrigatória de todos aqueles que assistem anime com frequência. Talvez não seja tão conhecido quanto os outros shounens aos quais estamos acostumados, mas é sempre bom pesquisar animes mais curtos que fogem do padrão shounen, para variar e conhecer outros estilos.

Deixarei a segunda abertura, como de costume, para vocês terem um gostinho do que esperam por vocês. Semana que vem, eu vou falar de outra distopia, porque a vida é assim mesmo, não é fácil nem nada. Porém, será uma série, muito premiada este ano e que é obrigatória para toda pessoa que respira nesse mundo! Até a próxima, pessoal! |x|


 
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