27 de out de 2017

Room Anything #12: Só nos compiuter

Olá, pessoal, tudo bem? Aqui estamos, para mais uma semana de indicações! Sei que havia prometido na semana passada indicar um filme, mas eu revi o score e as críticas e acabei resolvendo não indicá-lo, afinal, eu prezo pela qualidade, não somente pelo meu gosto pessoal. Pensando nisso, achei melhor não indicar um filme com score baixo, apesar de gostar muito dele. Então vamos de outra coisa que não seja Tekpix, vamos lá!

Vou me manter na parte do suspense, mas também vou pender para o lado dramático e psicológico! Todo mundo aqui ao menos uma vez na vida ouviu falar de Clube da Luta, certo? A premissa mais famosa do enrendo é o seu final, mas ela também se pauta muito na crítica do protagonista ao modo como as pessoas vivem presas ao sistema econômico vigente. A série em questão tem exatamente este objetivo, e é tão boa quanto. Mas não para por aí. Ela também possui muitos elementos de V de Vingança e Matrix. É inegável que o material fonte de inspiração da série é de máxima excelência.

Em todas elas, o protagonista tem a chance de mudar de forma revolucionária o mundo em que vivem. Bem, de uma maneira mais palpável, e com tantos conflitos psicológicos quanto, nosso protagonista também está buscando algo semelhante. E seu nome é... Mr. Robot!

O enredo segue a história de Elliot Alderson, um rapaz que trabalha em uma companhia de segurança virtual chamada Allsafe. Durante seu trabalho, ele ajuda a proteger os clientes de ataques virtuais, mas quando está em casa, as coisas mudam de figura. Elliot é um hacker que persegue pessoas que  cometem crimes virtuais, rastreando tudo sobre suas vidas e as confrontando para que parem com as atividades ilegais antes que ele chame as autoridades.

Tudo muda quando ele recebe um convite de um misterioso anarquista chamado Mr. Robot que deseja plantar um vírus em uma grande empresa chamada E Corp, através de um grupo de hackers ativistas chamado fsociety. O objetivo deles é zerar as dívidas dos clientes da E Corp, a fim de quebrar os cofres da empresa e tentar libertar o mundo dela. É uma missão extremamente arriscada, mas possível de realizar. O maior problema, logicamente, parte do próprio protagonista, bem como a representação dele. Elliot sofre de ansiedade social, transtorno dissociativo de identidade e depressão. Basicamente, tudo à sua volta é regido por paranoia. Ele está sempre com medo de ser descoberto, de estar sendo vigiado e odeia se relacionar com as pessoas. A vida, afinal, não é fácil nem nada.

Bem, tudo isso é importante para a narativa, porque o final da primeira temporada é um plot twist sem fim. Elliot é muito mais do que aparenta ser, bem como as pessoas à sua volta. E você não consegue enxergar isso porque a série faz com que você viva as lutas do protagonista de sua perspectiva, o que é perturbador. É difícil distinguir realidade de alucinação, o que de fato acontece e o que vem da cabeça dele. E é por isso que esta é uma das melhores séries da atualidade.

 
O protagonista é interpretado por Rami Malek. Sim, ele é conhecido pelo seu papel em Uma Noite no Museu, mas não se deixe enganar. A atuação ele é incrível e ele é um ator extremamente versátil, inclusive ele fará Freddie Mercury para o filme Bohemian Rhapsody, que estreia em 2018. A série é super aclamada pela crítica, tendo um score de aprovação de 98% no Rotten Tomatoes. São duas temporadas e a terceira se encontra em exibição, com média de 10 episódios por temporada. Também foi indicada a vários prêmios, recebendo inclusive um Globo de Ouro e dois Emmy. É uma série extremamente densa, mas de uma qualidade impecável.

Semana que vem, voltaremos para o Japão, mantendo a temática de distopia, com uma pitada de armas governamentais que regulam a sociedade e, claro, a pessoa caótica que vai meter o louco e questionar tudo isso. Até a próxima! E lembrem-se, nada de ficar...... 


 
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