11 de ago de 2017

Room Anything #1: Piratas de verdade (ou quase isso)

Ora, ora, parece que temos uma coluna nova por aqui...

É isso mesmo, galerinha! A partir de hoje, começarei uma coluna dedicada a outras coisas que... não são One Piece! Já falamos bastante sobre vários temas, debatemos os capítulos e filmes, então pensamos em direcionar nossa rota para novos horizontes. E que momento mais oportuno para divulgar obras sensacionais desta pessoa que vos escreve?

Olar, Clari desu ~
Pra quem não me conhece intimamente, eu sou uma consumidora  absurda de vários tipos de mídia, geek ou não geek. Isso mesmo, eu não tenho vida social. Então esta coluna, além de ser dedicada a  pessoas que gostam de indicações para fazer algo legal em um  momento de folga, também serve pra quem está rolando o catálogo da  Netflix por duas horas e não consegue encontrar nada.

O intuito é falar sobre alguma obra, seja filme, série, animação, mangá, anime, livro, game, HQ, ou seja, TUDO MESMO! As indicações serão livres de spoiler, apenas vou reunir algumas informações a respeito e dar alguns ótimos motivos para você leitor confiar na minha palavra e se surpreender com algo muitas vezes desconhecido do grande público (porque nem só de modinha vive o homem, não é mesmo?).

As opiniões dos conteúdos serão exclusivamente minhas, portanto podemos divergir em algumas coisas, mas como escreverei bastante (tentando manter a coluna em um período semanal), provavelmente em algum momento nossos gostos vão bater! Ah, e se estão se perguntando sobre o nome da coluna, sim, ela tem referência a duas coisas que eu amo de paixão, ou seja, a referência nessa coluna vai comer solta! Preparados para embarcar?

Apresentações feitas, permitam-me começar com a nossa primeira indicação! Eu pensei com carinho no primeiro tema e cheguei à seguinte conclusão: já que vocês estão aqui pela uP, por que não estreamos a coluna falando de... Piratas?! E não, não estou falando de One Piece.

Imagine o seguinte cenário: século XVIII, auge da pirataria, uma ilha paradisíaca na América Central, santuário de piratas que fogem da implacável marinha britânica. Imaginou? Então bem-vindos a Black Sails.


Produzida pela Starz, a série está finalizada (e de maneira brilhante, diga-se com louvor), possuindo quatro temporadas, cada temporada com 10 episódios em média. Contamos com grandes personagens, sendo o protagonista o Capitão Flint, isso mesmo, aquele mesmo pirata do livro A Ilha do Tesouro. Embora ele seja um personagem fictício, também temos personalidades reais, como Charles Vane, Jack Rackham, Barba Negra e Anne Bonny (isso mesmo, a pirata que foi inspiração para o Oda criar a nossa Bonney).

A trama gira em torno de Nassau, uma ilha que está agora nas mãos de Eleanor Guthrie, filha de um corrupto governador de Nassau que fora encarregado pela Inglaterra de comandar a ilha. Traindo a confiança inglesa, pai e filha transformaram o local em um santuário, movimentando o comércio ilegal fruto de pilhagens dos piratas, além de prover abastecimento e hospedaria, bem como um bordel. Um verdadeiro paraíso para ladrões dos mares, não?

Embora Nassau pareça intocável, a Inglaterra não desistiu de tomá-la de volta. Cabe ao Capitão Flint protegê-la a todo custo, nem que para isso seja preciso trair e matar inimigos e até mesmo amigos... Cheia de traições, conspirações, reviravoltas, e muitas cenas explícitas para maiores de 18 (não assistam com os pais ao lado, fica a dica!), a série tem uma melhora gradual de narrativa simplesmente brilhante. A cada nova temporada, sua qualidade narrativa aumenta, aumenta, aumenta... até alcançar seu clímax! Exploramos o lado mais sórdido da alma humana, não existe personagem que não tenha feito alguma traição ou cometido um erro grave. Todos eles são humanos, todos eles erram, e todos eles pagam pelas consequências de seus próprios egoísmos.


Temos personagens incríveis, repletos de representatividade, o que realmente importa! A série não dosou em nada a ousadia e nos apresentou uma história de romance improvável a qual eu não posso citar por motivos de spoiler! Mas é algo que ninguém viu chegando, isso eu lhes garanto! Além disso, exploramos mulheres fortes em vários sentidos, não somente no combate, mas também no intelecto, uma forma maravilhosa de torná-las relevantes em cenários os quais as justificativas seriam "mulheres não tinham voz na época". Pois bem, elas têm e vão colocá-los na forca se não tomarem cuidado! Os personagens negros não funcionam apenas como escravos, temos a introdução de uma rede de quilombos organizada e preparada para a batalha em nome de sua liberdade. E por fim, a sexualidade dos personagens é feita de maneira bem objetiva, sem medo de mostrar toda a potencialidade do ser humano neste aspecto.

Ah, e se você é apaixonado por estratégia de guerra (estou levantando a mão porque eu sou muito fã disso), vai ter um delírio a cada episódio em que há confronto direto ou indireto. Entendemos por que Capitão Flint é um dos capitães mais temidos dos mares, e também entedemos como piratas que não têm força de combate - Jack Rachkam e John Silver, por exemplo  - conseguem alcançar seus objetivos apenas com o dom da palavra.


Vale lembrar que Black Sails tem aprovação de 81% no Rotten Tomatoes, o que indica em um modo geral que a série é bem aceita pelo público e que possui uma qualidade surpreendente. Se você gosta de pirata, gosta de tramas envolventes, traições, personagens explorados até o âmago de suas almas, então esta série é para você! Ouso dizer que jamais teremos uma série sobre a temática tão bem feita quanto Black Sails. E que seu final foi um dos melhores finais de série que eu já vi em toda a minha vida. A palavra que fica ao rolar os créditos do último episódio é: satisfação. Sinto saudades, mas fico honrada de ter sido presenteada com algo tão caprichosamente produzido! Vale muito a pena!

Encerro a coluna de hoje com o tema de abertura, caso ainda falte um empurrãozinho. Apenas ouçam! Espero que tenham gostado da coluna! A dica da próxima indicação é: wubba lubba dub dub! Até a próxima, pessoal! |x|



 
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