2 de set de 2014

Devaneios: Arquipélago Sabaody



Olá para estes jovens maravilhosos! Há muito tempo não escrevo em minha prestimosa coluna, não? Pois bem, hoje falarei sobre minha saga favorita ao longo de todos esses anos de publicação xD
Tcham tcham tcham, sem mais delongas, apesar da imagem ser do pós-timeskip, não, não é a Ilha dos Tritões (que, convenhamos, não foi uma das melhores sagas). Falarei do Arquipélago Sabaody. O motivo? Simples: além de ser uma saga extremamente angustiante, cheia de novas apresentações, enredos tensos, aberturas ótimas, fortes emoções, também é um ponto marcante na vida dos nossos heróis.

Primeiro vou esclarecer a classificação: em muitos lugares, inclusive na Wikipedia, Sabaody não é uma saga, é um arco, assim como vários outros arcos que envolvem a grande supremacia de Marineford. Eu já considero Sabaody muito importante para apenas ser um sustentáculo de Marineford: foi lá que OP tomou novos rumos, apesar de ser curta, tem extrema importância são só para os mugiwara, mas para todo o enredo.

Segundo, quero falar um pouco sobre pronúncia e romanização. Muito se especula sobre isso. Ao acompanhar o anime, ouvimos claramente a pronúncia “Shabondy”, apesar de muitos lugares romanizarem a palavra para Sabaody. Eu sou iniciante em Japonês, mas posso confirmar que a escrita deles confere com a primeira versão, “Shabondy”, que faz alusão às bolhas do arquipélago. Normalmente, há muita confusão com isso, é bem polêmico. Vou exemplificar com um nome atual, Caesar. O nome dele, no anime, é pronunciado como “Shiizaa”, embora se escreva da forma romanizada e se pronuncie verdadeiramente “Císar”. Então, independentemente da forma como se escreve ou se lê, seja feliz and pick one. Não julgue a maneira de pronunciar os nomes e lugares de mangás e animes no geral, muitas vezes julgamos a fala de uma pessoa e falamos tremendamente errado outros nomes. Então, como disse, escolha um e seja feliz  :3

Bem, agora vamos deixar a polêmica de lado e voltar nosso foco à saga.
Para começar o desenvolvimento da escrita, nada melhor que abrir o texto com… uma abertura! A primeira abertura apresenta uma versão remixada de We Are!, por DBSK ~ (k-pop go \o/)



 
Começarei resumindo a saga em tópicos. Se vocês não estiverem a fim de ler, só pulem para a review.

Duval e o Tobiou Riders
Luffy e a trupe estão chegando à metade da Grand Line, finalmente. Sanji, alimentado pelo pesadelo de que a primeira sereia que viu em sua vida era a Kokoro, finalmente tem um pouco de alegria ao descobrir a beleza de Cammie (ou Kammie, ou Keimi, ou…) ~ Nas mini-capas do mangá, há a história de como Hachi e Cammie se conheceram.
O primeiro grande impacto é o reencontro de Nami com Hachi após o incidente em Arlong Park. Eu não teria tanta facilidade de perdoá-lo como a Nami o fez, Oda nos emociona novamente. Hachi é preso por Duval, um homem cujo rosto é perfeitamente igual ao cartaz de procurado de Sanji. No auge de sua fúria, o nosso ero-cook nos mostra sua habilidade de embelezar as pessoas com seus chutes milagrosos, e Duval se torna um homem lindo (há controvérsias). Feliz agora que não é mais perseguido pela marinha ou por caçadores de recompensas, Duval e sua gangue de peixes voadores deixam o bando partir e finalmente os Mugi, Cammie, Pappag e Hachi chegam ao tão esperado arquipélago, na esperança de conseguirem passarem pela Red Line.

Arquipélago Sabaody



Para nossa surpresa, Sabaody não é um conjunto de ilhas, mas um conjunto de árvores que se estendem desde o solo marítimo até a superfície e além. Suas raízes exalam bolhas resistentes capazes de suportar a pressão do mar, daí o motivo de todos os piratas se encontrarem lá com o intuito de revestir seus navios e submergirem até a Ilha dos Tritões, uma vez que é impossível passar pela Red Line sem topar com a marinha. Na foto anterior já ilustrei a divisão do arquipélago. O lugar mais emocionante é o famoso Sabaody Park, arquitetura perfeitamente copiada por Arlong (mais tarde vemos o motivo de tal semelhança).
Em busca do revestidor, os Mugi acabam por conhecer o Shakky’s Rip-off Bar, um lugar bem exótico. Shakky, uma figura bem interessante, conta um pouco sobre o arquipélago e finalmente temos uma revelação importante, o grupo dos novatos.

Os Supernovas

Quando Shakky começa a falar sobre as coisas que aconteceram paralelamente à aventura de Luffy, finalmente descobrimos que ele vai ter trabalho para se tornar o Rei dos Piratas, além de cair um pouco do pedestal de “mais forte”. Para todos aqueles com recompensa acima de 100 000 berries e que chegaram à Sabaody: os Supernovas. Kid lidera o ranking de recompensas desse grupo no mínimo exótico. Particularmente, eu gosto muito deles, acho que são um grupo forte e todos são bons candidatos a encontrar o One Piece, com suas habilidades estranhas e aparências bizarras.

Leilão de Escravos e Tenryuubito


Cammie não poderia andar por Sabaody uma vez que há uma tensão entre humanos, tritões e sereias. Portanto, usou uma saia longa e foi se divertir no parque. Porém, nada passa despercebido dos olhos dos caçadores: Cammie foi sequestrada para ser vendida no leilão. Sob a bandeira de Doflamingo, o leilão é um local de atrocidades. Desesperados em busca da amiga, os mugiwara se separam. Zoro, perdido como sempre, entra e conflito com um Tenryuubito, um dragão celeste, descendente direto dos reis que estabeleceram o que é hoje conhecido como Governo Mundial. Só há sangue real nisso, nada mais. Tão supremos que usam roupas especiais para não respirarem o mesmo ar que os meros mortais que os rodeiam. No leilão, eles também surgem para tocar o terror até mesmo dos próprios consumidores do leilão. Kid e Law também marcaram presença por lá.

O incidente


Cammie será leiloada, Nami engole sua sede por dinheiro em prol de uma amiga em perigo. Quando tudo parecia dar certo, Cammie foi comprada por 500 000 000 de berries por ninguém mesmo que Charlos-sama, talvez o pior da família dos Tenryuubito. Todos em choque até que surge ele, o nosso querido protagonista, Luffy, destruindo tudo, gritando e confirmando o que Kid queria saber: se o capitão do bando era louco como diziam. Exaltado, corre em direção à Cammie. Hachi tenta impedi-lo e, acidentalmente, revela seus braços extras. Espanto geral do público, preconceito aflorado. Charlos atira sem piedade, ira automática de Luffy despertada. Reza a lei que se um Tenryuubito for atacado, um Almirante virá para punir o responsável. Isso não intimidou o garoto do chapéu de palha, um soco certeiro que todos nós cobiçávamos desde que Charlos surgiu.

Silvers Rayleigh

Pânico geral, salão do leilão esvaziado rapidamente, restando a tripulação dos Mugiwara, os piratas de Kid e os piratas do coração. A coleira no pescoço de Cammie pode explodir a qualquer momento, mas eis que surge um velho, antes prisioneiro, que caminha livremente até o palco e fita o chapéu de palha na cabeça daquele garoto. É ninguém menos que o imediato do bando de Roger, Silvers Rayleigh. Com sua habilidade, faz todos os guardas restantes desmaiarem e ainda libera Cammie das correntes sem sua cabeça explodir. A marinha chega e cerca a área. É neste momento glorioso que os 3 capitães surgem e derrubam a frente da marinha. Separados, enfim, Kid e Law se deparam com a figura tão temida: Bartholomew Kuma. Enquanto isso, no bar da Shakky, Rayleigh se apresenta e fala um pouco sobre sua relação com Roger. Dois assuntos tensos abordados de uma só vez: One Piece e Poneglyphs. Ambos silenciados pela determinação de Luffy e Robin, respectivamente. Cena linda. Após a conversa, o bando sai e combinam de se encontrar em 2 dias.

Forças devastadoras da marinha: Bartholomew Kuma, Pacifistas, Sentoumaru e Almirante Kizaru

O bando de Luffy tem seus minutos contados a partir do momento em que um Almirante recebe o chamado pelo incidente. Temos quatro surpresas de uma vez: um novo almirante, o macaco amarelo Kizaru; Kuma, o modelo para as novas armas do Governo; os Pacifistas; e Sentoumaru, comandante dos fuzileiros navais da Unidade de Ciência. Kizaru, com o perdão da palavra, dá um pau gostoso em 4 supernovas. Simplesmente épico. Depois toca o terror na tripulação dos Mugiwara.

Kuma e o fim da tripulação

Com seu poder, a Nikyu Nikyu no Mi, Kuma simplesmente faz a tripulação desaparecer. E o narrador da saga simplesmente termina com: “Grand Line, Arquipélago Sabaody, Bosque 12… Neste dia, a tripulação pirata comandada por Monkey D. Luffy… Os piratas do “Chapéu de Palha” foram completamente derrotados”.



Minha review

Por que Sabaody é a melhor saga na minha opinião? Vamos lá, ao som da segunda abertura e minha favorita, Share the World, também por DBSK.

 

1. O perdão de Nami: imagine você perdoar uma pessoa que contribuiu para sua infância inteira ser um pesadelo? Nami perdoou Hachi.

2. O grupo dos Supernovas: sou tão apaixonada por eles que decorei o nome com a alcunha de todos eles, e eu não sou muito boa com nomes. Imagino um por um o motivo e a ambição pelo One Piece, a história, de onde vieram, como são, o que fazem. Oda tem uma habilidade incrível em criar grupos de novos personagens, e ele caprichou em todos. Quem não adora a akuma no mi de X-Drake? Ou acha a Bonney lindíssima? Ou então adorou a homenagem de Capone? Ou então se surpreendeu com um morador da ilha do céu em plena terra? Ou um mago que define o destino de acordo com suas cartas? Ou um Magneto feelings? Ou um cirurgião com “Death” tatuado nos dedos? Ou um pirata-instrumento ambulante? Não contei Luffy e Zoro porque eles já são nossos conhecidos. Enfim, os Supernovas são incríveis pelo meu ponto de vista, e com certeza você tem um preferido, não?

3. Bandeira de Doflamingo e sua relação com o submundo: eu admito que, nessa época, odiava o Doflamingo por ele sustentar o leilão com sua bandeira. Aonde já se viu um ponto turístico/estratégico ser um lugar da mais sórdida atitude que um ser humano pode ter? Mas desde aquela época, Oda sabia, Mingo relatou sobre a era dos Smiles, e atualmente, sabemos do que se trata. Incrível.

4. Preconceito abordado: na vida real, alimentamos todos os dias pequenos preconceitos: piadas racistas, homofóbicas, de gênero e por aí vai. Oda quis mostrar que o universo de One Piece não está livre da podridão. Humanos se enojam ao avistarem tritões e tratam sereias como mercadoria. O mesmo ódio é alimentando pelos tritões que, excluídos, defendem-se e se alimentam da mesma fonte deste ódio. Fisher Tiger, Otohime e Jinbe são, como eu diria na minha faculdade, micro-políticas, em outras palavras, pequenas ações que podem transformar o mundo. ODA GÊNIO.

5. Escória da realeza: os Tenryuubito são a prova viva de que sangue hierarquizado é um lixo. Não é direito você menosprezar um semelhante só porque seu pedigree é elevado. E isso é tão comum através do poder de um sobrenome hoje em dia, mais uma vez podemos refletir isto sobre a obra do mestre.

6. Rayleigh: quem diria que um tripulante do bando do Roger estaria vivo, não? Rayleigh é incrível, tem sabedoria, confiança e força. Finalmente vimos um pouco como Roger era, nem que seja em suas últimas palavras. É com Rayleigh que descobrimos o que é haki mais tarde, além de ser o tutor de Luffy. Ah, e é graças a ele que Zoro está vivo rs.

8. Luffy, One Piece e o motivo de querer ser o Rei dos Piratas: quando Usopp pergunta para Rayleigh o que é o One Piece, Luffy grita para o mundo ouvir. Ele não quer perder a diversão, ele quer o One Piece para ser o Rei dos Piratas, e por quê? Porque quer ser livre. Lindo demais descobrir um pouco mais da essência do Luffy.

9. Robin e sua determinação: Robin também teve chance de terminar o mistério de sua vida, mas não o quis. Assim como Luffy, ela também quer conseguir por si mesma juntar os Poneglyphs e desvendar o mistério do século perdido.

10. Poderio bélico da marinha: Kuma já assustou em Thriller Bark, imagina vários deles. Bem, não são todos Kumas, são Pacifistas, totalmente robôs com um laser destruidor, incrivelmente fortes. O bando inteiro só lutou contra Oars, imagine a força de um desses robôs. Sentoumaru também, apesar de sua aparência, incrivelmente forte, capaz de parar Luffy sem nem tocá-lo.

11. Kizaru: um novo Almirante revelado, forte, veloz, impiedoso. Debochado, preguiçoso, despreocupado. Mortal. Este é Kizaru, tocando o terror. Um dos meus marines favoritos, inclusive.

12. 4 supernovas derrotados: Novo Mundo não é lugar de gente fraca, e os supernovas, naquela época, jamais derrotariam um almirante. Drake, Apoo, Basil e Urouge seriam mortos não fosse o chamado de Sentoumaru. Além disso, a melhor música depois do Franky’s dance e de Sogeking, é a música que Apoo toca para atacar Kizaru. Ela ecoa muito na cabeça.

13. Zoro e sua impotência: Zoro sempre foi orgulhoso de sua força e resistência, porém não foi capaz de lutar ao ver o Pacifista, caiu e ainda quase foi morto por Kizaru (para o meu desespero).

14. Usopp e sua coragem: todos sabemos que Usopp, pelo menos até o pré-ts, é um medroso e mentiroso de marca maior. Bom, um medroso não enfrentaria um usuário de logia de frente para proteger um nakama. Ele o fez de uma maneira tão fantástica. Esse é o Usopp que sinto falta.

15. Chopper e sua determinação: pausa e destaque. Eu JAMAIS me arrepiei tanto quanto na cena em que o Chopper, ciente de virar o Monster Point, come 3 rumble balls de uma vez. Essa cena me tira o fôlego. Me arrepia. Que cena. Giovana, segura o forninho.

16. Tudo junto ao mesmo tempo: a Marinha inteira resolveu matar o bando dos Mugiwara, minha tensão nessa altura estava a mil.

17. Rayleigh e Kizaru: não preciso nem comentar.

18. Kuma e o desespero do bando: um por um, ver seus nakama desaparecendo. Um por um, Luffy viu seu bando sumir. Um por um, sem poder fazer nada, impotente. Rei dos Piratas? Eu sou tão fraco.

19. O pôr-do-sol: foi assim que o bando foi completamente derrotado.

20. Um novo recomeço para cada membro: treinar nós iremos.

Enfim, são estes os meus pontos que tornam essa saga incrível, nunca senti tanta tensão, nem em Marineford, nem em Enies Lobby. Desculpem-me se esta não é a saga favorita de vocês, eu escolhi aquilo que mais mexeu comigo. E Sabaody é um lugar de reecontro, o pós-ts foi aqui, um novo amanhecer, break of romance dawn. Sem mais. É incrível como essa saga me deixou desesperada, mexeu com minhas emoções, meu Deus, foi tudo junto e misturado, tensão até o último momento. Tem tanta coisa foda concentrada no mesmo lugar que a Matrix buga, mano, não dá, sério.



Por fim, finalizo este review. Sabaody para mim é um dos lugares mais sagrados do mundo de One Piece. Se Luffy é fascinado por Loguetown, eu o sou por Sabaody. É lá que o verdadeiro Novo Mundo começou, é lá que tudo mudou, Luffy reconheceu sua impotência, treinou com o imediato do bando de Roger, é fascinante. Pode não ser a melhor saga em termos de luta, mas é a saga mais representativa, a que culminou no que One Piece é hoje.

TE AMO, ILHA DE BOLHA DE SABÃO.

Beijos adocicados da Clari ~
 
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