31 de out de 2013

Devaneios: Parque das Lamentações

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KISHISHISHISHISHISHISHISHI! Hoje é dia 31 de Outubro, sabem o que isso significa? Significa que é o Dia das Bruxas. E para comemorar, a tia Clari trouxe até vocês nada mais nada menos que uma... fanfic de terror HOROHOROHOROHORO.

Bem, foi realmente difícil pensar em algo porque eu não consigo criar uma história envolvendo terror + One Piece, afinal, é impossível não rir, é só pensar em esqueleto e PRONTO, Brook pedindo pra ver sua calcinha. Mas eu tentei e espero que vocês sintam um pouquinho do meu terror psicológico. E se vocês pensam que Oda não é capaz de criar esse tipo de ambientação, eu vos convido para embarcar no terrível...

Parque das Lamentações.

Brook-Thriller-Bark

 

Os fatos aqui relatados fazem parte de um diário de autor desconhecido, mas que presenciou cada cena descrita. Não é um diário de bordo, uma vez que não descreve o dia-a-dia do navio. É apenas um diário pessoal, escrito por um tripulante ou um mero espectador.

Em alto mar, todos festejaram a vitória recente contra a CP9 e a aquisição de outro nakama. Muita comida e muita bebida, risadas e divertimento. No meio da festança, um barril estranho flutuava em direção ao navio. O capitão não se conteve e o abriu. Uma explosão vermelha foi o resultado. Repentinamente, uma névoa ameaçadora cobriu o navio e tudo ao seu redor. O dia claro e festivo tornou-se sombrio e ameaçador. As nuvens tempestuosas se aproximaram e o alerta foi dado. Aparentemente, o destino havia sido selado: a entrada para Florian Triangle. Ventanias intermináveis balançavam as ondas fantasmagóricas, ameaçando acabar com a existência do Thousand Sunny.

De longe, avistaram um grande portão, aparentemente, a entrada de uma ilha. Desceram no porto mais próximo e, através de uma intuição coletiva, todos se separaram para explorar melhor a ilha.

Franky, destemido, andou em direção aos galpões de manutenção do porto. Com o intuito de pesquisar a história dos navios que possivelmente por ali circulavam, caminhou em cada doca a fim de procurar evidências. Deparou-se com docas abandonadas embebidas em nevoeiro, desertas e lamentosas. De dentro das docas, vários Klabautermann surgiram. Mas não eram Klabautermann pacíficos como Merry havia sido um dia. Eram espectros deformados, sombrios e sedentos por sangue. Caminharam até Franky e começaram a perturbar sua paz de espírito, contando suas histórias trágicas e amaldiçoadas causadas pelas BF criadas pelo próprio ciborgue. Tentado fugir em vão, os espíritos continuavam a persegui-lo, zumbindo em seus ouvidos as mesmas histórias enriquecidas de detalhes.

Robin, sempre em busca de informações, tentou encontrar a biblioteca do castelo. Ao encontrá-la, quase não havia livros, apenas prateleiras vazias, empoeiradas e com teias de aranha. Uma cadeira mecânica veio em sua direção, forçando-a a se sentar e algemando-a com kairoseki. Uma grande cortina se abriu, revelando um telão. E lá estava o que Robin mais temia. Um vídeo que repetidamente mostrava o Buster Call realizado em Ohara. E por mais que Robin tentasse se livrar da cadeira que a prendia, mais desesperada ficava com os sons de explosões e gritos de pessoas prestes a morrer.

Chopper, sempre medroso, tentou se esconder no primeiro lugar que encontrasse. Perdendo-se em uma floresta, começou a notar que algumas pessoas surgiam por entre as árvores. Feliz por encontrar companhia, correu até elas pedindo informações, mas as pessoas o encaravam com olhos desdenhosos, chamando-o de monstro. Chopper não compreendeu bem o motivo, uma vez que estava em sua forma tradicional de rena. Entristecido e confuso, olhou seu reflexo no lago. E lá estava a figura de um monstro: deformado e asqueroso, amórfico e grotesco, indescritível. Olhou para suas próprias patas, não havia dúvida. E por mais que tentasse usar suas outras formas, pior aparentava. Chopper não precisava mais usar o Monster Point, ele já o era. E, em lágrimas, com seu pesadelo se tornando real, fugiu pela floresta adentro.

Sanji procurava a cozinha a fim de reabastecer o navio. Entrando lá, encontrou uma silhueta feminina que empilhava alguns pratos. Com o jeito habitual, foi logo exalando paixão diante da dama. Quando esta se virou, mostrou seu rosto pálido e costurado. Com raiva, quebrou todos os pratos que segurava, tentando acertar o cozinheiro. Todas as portas se fecharam e apenas ambos ficaram presos ali. A mulher-zumbi começou então a mostrar os armários e a despensa. Estava tudo vazio. E, com um sorriso no rosto, sussurrou para Sanji que não havia comida ali, ou seja, o cozinheiro passaria pela mesma experiência de fome que teve em sua infância, até morrer. Por mais que chutasse as portas e paredes, jamais conseguiria sair dali. Pereceria de estômago vazio e, dessa vez, sua morte finalmente se concretizaria.

Usopp, também com medo, andou para a torre central da ilha. Com cuidado, examinando cada canto, tentou ao máximo passar despercebido. Infelizmente, não foi efetivo. Acabou por cair em um alçapão que o conduziu a uma cama hospitalar equipada com algemas. Tremendo, olhou ao seu redor e eis que a silhueta de um homem largo e sinistro o observava. Nomeava-se o melhor doutor de toda a Grand Line e sabia exatamente qual tipo de cuidado Usopp precisava. Precisava parar de mentir, um grande defeito. Mas não havia métodos científicos para que isto fosse possível, então escolheu o método mais extremo. Usopp não mentiria, mas também jamais voltaria a falar, pois a cirurgia marcada para aquela noite era uma extração de suas cordas vocais.

Nami caminhava em direção à torre também para que pudesse observar do alto a geografia da ilha. Por mais que tentasse subir as escadas da torre, não conseguia visualizar o final delas. E andou, andou, andou muito, até que conseguiu chegar ao topo. Lá, debruçado em uma escrivaninha, havia um homem. Nami tentou se aproximar pois pressentiu conhecer o homem. Mas não era humano, era... Era um tritão! E não era qualquer tritão, era ele: Arlong. Com os olhos tremendo, Nami tentou fugir da torre, mas a porta fechou-se imediatamente. Com sua risada sinistra, Arlong se levantou e acendeu a lamparina que estava ao seu lado. A luz atingiu os demais cantos do quarto e revelou corpos no chão. Nami os reconheceu: eram os corpos de sua irmã, Nojiko, e Genzo, sua amada família que ficara para trás no East Blue.

Zoro, sempre perdido, acabou entrando em um labirinto feito de arbustos. Cansado de andar sem achar a saída, acabou sentando para tirar um cochilo. Porém, a luz do luar se extinguiu e apenas duas luzes amarelas representavam algo diante de todo o breu. Zoro seguiu as luzes, entretanto, ao chegar perto destas, notou que eram olhos. Olhos de seu terrível inimigo Mihawk. E, novamente, tentando desafiá-lo com apenas um golpe, foi derrotado e teve suas espadas despedaçadas. Mihawk então começou a falar sobre quanto Zoro era fraco e que jamais poderia realizar a ambição de Kuina. Zoro, ofendido, tentou revidar, mas Mihawk havia sumido. Nenhuma luz apareceu, apenas a memória de Kuina. E o labirinto interminável representava o quanto Zoro realmente era fraco.

Por fim, Luffy entrou no grande salão do castelo. Lá, uma grande figura ameaçadora o encarou. Era o dono da ilha. Mas eles não estavam em uma ilha. Era um barco. O maior que já foi criado. E dentro da névoa profunda, os inimigos caíam em ilusões que mexiam com seus mais profundos medos. Uma grande jaula submergiu do chão, prendendo o capitão. A jaula não apenas continha barras de kairoseki como também era fechada por um vidro resistente. Aos poucos, água do mar era adicionada à jaula, transformando-a em um aquário. Azar de um usuário. Enfraquecido, Luffy apenas via nos telões seus nakama gritarem amedrontados sem motivo aparente. O grande monstro lhe explicou que sofriam através das ilusões e que, cedo ou tarde, acabariam surtando, dando fim às próprias vidas. E o terror de Luffy seria permanecer ali, assistindo um a um morrer, até que a água tomasse conta do aquário e seu fim logo chegasse.

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